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Pitada do especialista
por Marcio Bamberg

PDV

Quando ouvimos falar em PDV (Plano de Demissão Voluntária) começamos a perceber que reações, até antagônicas, começam a ocorrer onde, na maioria das vezes, paira a dúvida: devo topar ou não?

Existem PDV’s de diversos formatos e abrangências, onde as empresas que estão numa condição financeira favorável para investimento, ampliam benefícios e valores a serem pagos aos demissionários. O primeiro grande PDV anunciado, ocorreu há quase duas décadas, quando a IBM anunciou o seu plano, que ficou conhecido como o "Sopão da IBM", e que sopão! E, depois começaram a ocorrer as "papinhas" porque as empresas que estavam revisando os seus quadros e aplicando a atividade, não tinham o mesmo fôlego necessário.

A grande dúvida está em aceitar ou não. Aí começam as variáveis pessoais, que cada um poderá confirmar ou não. Por isso, o título tem parênteses para que cada um tire a sua conclusão.

Quando nos processos de reorganização, reestruturação, fusão, etc o plano é lançado, na expectativa de que parte do quadro aceite e a empresa diminua o seu desgaste, perante a opinião pública, com as necessárias reduções de quadro. Bom, a expectativa é a de aqueles com "menor vida útil profissional" aceite, recebendo alguns valores para desenvolver algum negócio ou a própria manutenção até a aposentadoria. Mas o que ocorre? Quando os valores passam a ser atraentes, aqueles de espírito mais ousado é que aceitam fazer o plano e, aqueles que se julgam "velhos", apresentam a normal insegurança em aceitá-lo. No passado, experimentei um PDV, mas como não tinha o tempo de casa necessário para receber os benefícios e valores, aproveitei apenas o momento para dar novos rumos à minha carreira profissional. Por sua vez, testemunhei que muitos dos profissionais objetivados pela empresa não aderiram, e a forma como foi aplicada gerou um descontentamento nos profissionais mais jovens, que buscaram novas oportunidades. O descontentamento existe porque muitos daqueles que estão encarregados de realizar o processo, utilizam-se do momento para "chantagear" ou forçar a barra em cima daqueles, que por motivos pessoais ou capricho, querem que saiam da empresa.

Por sua vez, fica a questão, e se eu não aceitar? Muitas empresas esperam que os profissionais objetivados aceitem, pois se isto não ocorrer (em termos quantitativos e qualitativos), o "bilhete azul" será dado de qualquer forma e sem o ônus do PDV, assumindo-se apenas o desgaste pelas demissões. Portanto, cabe a cada um fazer um exame de consciência sobre as suas condições profissionais (empregabilidade) para verificar se vale a pena correr o risco de aceitar ou, mesmo, de não aceitar.

Já observei que muitas pessoas aplicam os recursos auferidos em PDV’s e coisas, que eu não faria: trocar o carro, pintar a casa, comprar móveis novos e "tirar férias prolongadas". Tem-se que ter em mente, que os recursos são reservas de manutenção ou valores que podem ser aplicados em algum investimento. Claro que muitos já tem algo em vista, mas muitos outros mais, correm o risco de cair nas mão de oportunistas, oferecendo "gato por lebre".

Existem muitas histórias de pessoas que se deram bem com padarias, bancas de revistas, pequenas indústrias, serviços e etc., mas é importante Ter em mente se existe o espírito empreendedor, o do risco. Pois se muitos ficam felizes com as alvoradas, outros ficam arrependidos de acordar as quatro da manhã e ir para a cama à meia noite, inclusive nos domingos e feriados.

Sou suspeito em sugerir que se aceite, pois mesmo sem receber nada, topei! Entretanto, voltando àquela máxima, "qual é o meu objetivo de vida?" Isto é o que importa. Pois se você tiver certeza a respeito dele, ele vai acontecer mais cedo ou mais tarde.

Agora, se você não estiver muito animado com a idéia de colocar valores em um negócio, perceba-se como profissional, verifique o tempo que poderá ficar disponível no mercado e aproveite este tempo para aperfeiçoar um idioma por exemplo ou buscar os conhecimentos necessários para procura, conquista e desenvolvimento de uma nova ocupação.

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Fonte: http://www.marciobamberg.com.br

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