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Pitada do especialista
por Marcio Bamberg

O equilíbrio do executivo

A todo instante, conhecemos muitos profissionais em atividades ou não. Alguns, com uma bagagem de conhecimentos invejável, e outros nem tanto. Entretanto, percebemos que nem sempre os "teoricamente" mais preparados apresentam facilidade de se encontrarem, somando as suas ambição, determinação, consistência e eventuais outras qualidades às das empresas.

Por quê?

Como os seres humanos, as empresas também apresentam um "tipo biológico", que as diferem entre si. Pode parecer óbvio, mas muitos não percebem esta diferença. Existem as grandes, as pequenas, as tímidas, as agressivas, as apáticas, as vegetativas, com os seus respectivos objetivos pré-definidos, as sem rumo, as bonitas, as feiasetc Assim sendo, o "casamento" do profissional com a empresa, traduz o que acontece na natureza. As disposições e ações, mesmo que antagônicas (discussão felizmente provoca evolução!) devem ser ponderadas e sensatas.

No dia-a-dia, assistimos a empresas e pessoas que têm tudo para dar certo, mas ocorrem solução de continuidade. Na maioria das vezes, a falta de equilíbrio de forças, conhecimentos, favorecem ao rompimento. Se analisarmos com cuidado, verificamos que as pessoas tentam fazer a sua empresa ou onde trabalham à sua imagem e semelhança. Pior ainda, os que querem fazer isto no mercado. São posições iniciais de querer transformar o meio em que executa suas idéias, de forma as vezes, forçada.

Todo processo de evolução é complexo, pois se tenta compatibilizar vontades e desejos, muitas das vezes, heterogêneos. E, aqueles que apresentam um maior cabedal, tendem a um orgulho, que não favorece a um adaptação meio. E, esta vicissitude não permite a visualização clara entre as relações, possibilitando a um desgaste do tipo perde-ganha, cujo resultado na sua essência é a de que todos perdem.

Ouvimos testemunhos de que existem soluções para este ou aquele problema, afinal todos são solúveis. Mas para transformar as soluções em ações, requer-se um princípio fundamental – a confiança. Esta não se verifica apenas em palavras e muito menos em um curto espaço de tempo. Ela não é dada, é conquistada, através da credibilidade, coerência, sinceridade, através de acertos e, principalmente, no reconhecimento dos próprios erros.

Os fatos nos demonstram que aqueles que despontaram muito rapidamente, prescindindo da confiança, não poderão dar o seu testemunho, pois foram efêmeros. Assim, para aqueles que agonizam o fato de não permanecerem ou não serem aceitos, sejam humildes e persistentes. Sejam como água mole, que de tanto bater, no tempo, fura. Mas, se bater com muita rapidez, não fura, evapora.

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Fonte: http://www.marciobamberg.com.br

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