Brasil   
 
O toque profissional
na inteligência corporativa

Meu trabalho

 
Coração de caçador
O caçador
O talento na caça
Solidão empresarial
Sala de troféus
Talentos indicados

Sua carreira

 
Pitada do especialista
Colunistas
Diário de Bordo
Estourando a Ponte
Revise sua carreira
Utilidades

Interatividade

 
Oportunidades
Cadastros
Concursos
Eventos & Cursos
Paredão do desabafo
Amenidades

Google

  NA WEB
  NO SITE

Página inicial
Estourando a Ponte
MARKETING COMO INSTRUMENTO DE VALORIZAÇÃO PESSOAL E PROFISSIONAL
por Marcio Bamberg

A "estória"

Você deve estar pensando que esta coisa sobre sonho, visão, determinação, estourar a ponte só acontece em filmes ou em países do "primeiro mundo". Entretanto, se você olhar a sua volta, poderá encontrar muitas histórias e, se você olhar para dentro de você mesmo, encontrará todas as condições para melhorar a sua vida, quer seja em termos de mente, espírito ou matéria. E, melhor, você terá a sua história para contar...

Para esta edição, pensei bastante se valeria a pena tocar no assunto. Entretanto, conversando com o Atleta, um dos protagonistas, o mesmo colocou que uma receita sem uma demonstração concreta que a confirme, poderia cair em descrédito, traduzindo aquela situação pasteurizada, sem emoção, enfim, como se houvesse sido criada em laboratório, por "cientistas insensíveis". Nas suas dezenas de anos vividos, o Atleta compreende que os obstáculos colocados a sua frente foram ensinamentos para a vida, não estando em algum momento lamentando o acontecido.

Então, comecemos...

A "Estória" é um dos muitos casos reais de nosso cotidiano, mas os seus protagonistas tiveram os seus nomes substituídos, para se evitar eventuais conflitos.

... o Atleta sempre foi movido pelo risco e pelo desafio. E, apenas para referencial, originou-se da classe média baixa, portanto, nunca teve recursos materiais e financeiros para iniciar alguma aventura no campo dos negócios, mas teve algo que seus pais sempre diziam - "Não podemos dar recursos palpáveis, mas daremos algo que ninguém poderá tirar: educação e formação". E, graças a isto, o que foi tirado do Atleta no passado recente valeu como experiência.

O Atleta é um sonhador. Ambicionou algo melhor e imaginou em uma determinada época, a possibilidade de dividir os seus sonhos com os outros.

A realização tem como ponto de partida a ambição!

Em um ano qualquer, o Atleta era executivo de uma grande empresa, levando aquela vida de exaustivo trabalho, mordomias, aparências, etc... Graças a sua competência, o Atleta gozava de prestígio dentro da empresa em que trabalhava. Entretanto, esta empresa numa tentativa para renovar o seu quadro, criou um plano de incentivo para estimular os mais antigos a saírem. Como o processo foi torturante, e por fugir, aos seus princípios, no seu entender, mal conduzido, o Atleta começou a pensar no que aconteceria com ele quando se passassem vinte anos. Naquela oportunidade, para os padrões da empresa, o Atleta estava há pouco tempo, não havia completado cinco anos de casa...

Se você não for estimulado externamente,
crie os seus próprios estímulos.

No primeiro semestre daquele ano, o Atleta começou a pensar e concluiu que não estaria a fim de aguardar vinte anos para passar pelo mesmo processo. Então, após muita reflexão, analisando prós e contras, decidiu que deveria arrumar a sua vida de alguma forma, e teve a possibilidade de realizar o sonho de montar um negócio próprio.

Às vezes, os sonhos são difíceis para se realizar sozinho.
Se tiver dificuldade, divida-o para multiplicar!

Naquele mesmo ano, partilhou o seu sonho com um colega da empresa - o Jovem, visto que os dois tinham o mesmo ideal e se afinavam em muitas coisas. Começaram a delinear o sonho, prevendo metas, fixando prazos.

Virado o semestre, quando o Atleta e o Jovem elocubravam as suas idéias, a Bolha tomou conhecimento de seus planos e "se convidou-se" a ingressar no negócio. Para aceitar este auto-convite, o Atleta e o Jovem passaram aquele mês tomando Jack Daniels para decidir se valia a pena aceitar, analisando as eventuais contribuições que poderiam ser adicionadas, ...

Outra dica: bebida e grandes decisões não combinam!
Pelo contrário, a ressaca pode ser insuportável.

No mês seguinte, não prevendo a futura ressaca, acreditando que a Bolha partilhava dos mesmos ideais, a aceitaram.

A partir daquele mesmo mês deflagraram o projeto e, ao final do ano, estavam iniciando as suas atividades, atrás de um ideal de atender às necessidades das empresas em algumas áreas específicas.

Como todos os sonhadores, o Atleta e o Jovem não tinham grana, sabe como é que é... jovens casados, festas, etc. e por sua vez, devido ao tempo de casa que tinham não fizeram jus a gratificações dadas pelo plano de incentivo oferecido pela empresa em que trabalhavam, mas os céus sorriram e conseguiram escritório, telefone e móveis emprestados.

Se você tem um sonho e quer realizá-lo, não espere:
vá e faça!

E, com quase todos pensando da mesma forma, começaram a estender seus negócios, gerando oportunidade para outras pessoas, auxiliando na realização de seus sonhos. Ou seja, como tinham habilidade de criar novos negócios, convidavam pessoas que sonhavam empreender e criavam condições para as mesmas, associando-se em novas empresas. Foi a primeira, a segunda, a terceira...

O que leva para frente são os objetivos e não os resultados.

Mas, algum tempo depois, os seus sonhos começaram a se tornar pesadelos. Com a ausência do Atleta nas empresas, em função de projetos fora de sua sede, o Jovem, lamentavelmente, os deixou por ter entrado em rota de colisão com a Bolha (Ou sai ou morre asfixiado!).

E os negócios tinham que continuar... O Atleta se arrependeu por não ter feito o mesmo na época. A voz interior acenava com este posicionamento, mas ele não a ouviu...

Pela primeira vez na sua vida, o Atleta ficou com receio de estourar uma ponte, talvez porque quisesse fazer como aquele adolescente que queria sair de casa, sem destino...sem um objetivo estabelecido.

Consumado o fato, alguns sinais de que as coisas começariam a mudar, surgiram. O primeiro sinal foi quando a Bolha colocou o seu posicionamento, tentando manter o controle acionário dos negócios (a Bolha desejava 55% do negócio e o Atleta ficaria com 45% - indecoroso, não?) Se anteriormente os três tinham a mesma participação, qual seria a intenção atrás desta proposição?).

Sócio minoritário é pior de que empregado,
pois nem garantia trabalhista tem.

No país onde se desenrolou a estória, houve a posse de um novo governo que causou o maior estrago na economia, provocando uma profunda recessão. Já ouviram esta história, né?

Em função disto, a Bolha se ausentou (part time) por um ano para "tocar" uma empresa-cliente dos negócios do Atleta e da Bolha, pois naquele momento a única certeza que tinham, era de que os custos seriam mais baixos.

Agüentaram o ano como puderam. O Atleta ficou coordenando alguns negócios e os demais sócios gerindo outros.

Chegando ao final do ano, resistiram, mas o processo societário da empresa começou a se deteriorar, pois a Bolha começou a apresentar uma faceta até então desconhecida. Em um determinado momento, para alguns sócios das outras atividades dizia que tinha dinheiro para investir, e para o Atleta (além de ser sócio nas outras atividades, dividiam em iguais condições o principal negócio) dizia que estava encontrando muita dificuldade, pois o que ganhava mal dava para sobreviver.

Quando o resultado passa a ser mais importante que o objetivo, alguma coisa está errada.

Já cansado, com posturas, dissimulações e conduções não muito claras, o Atleta buscou conselhos com amigos e um deles foi taxativo, dizendo que a resposta estava em sua consciência e não em conselhos. Mas, por outro lado, por não ter absoluta certeza do que estava ocorrendo, ficava preocupado com o futuro dos outros sócios.

Na realidade, o que incomodava ao Atleta, não eram os valores pecuniários, mas sim os valores idealizados para os empreendimentos, que começavam a ficar comprometidos.

O stress começava a bater a sua porta. Foi-se um dente, depois outro, ...

No último ano de um casamento que tinha tudo para dar certo, a Bolha contou suas intenções. Que abandonaria a empresa daquele cliente para poder somar nos negócios. Disse que iria jogar a toalha, etc., etc.

O Atleta, acreditando na Bolha, ficou feliz com a decisão, mas algumas outras informações e omissões ainda o incomodavam.

Buscando tempo para pensar, no segundo trimestre daquele ano, com o retorno da Bolha, o Atleta foi acompanhar a atividade de um dos outros negócios.

Caso não tivesse feito isto, provavelmente o desgaste teria sido maior. Em conversas com outros sócios, começou a perceber o que acontecia, o Atleta, conforme previsão do Jovem e de outros amigos, era o próximo alvo d’A Bolha...

As vezes você pensa que o seu sucesso está baseado no dos outros, mas poderá descobrir que é justamente o contrário.

Após reflexões e conversas com clientes-chave sobre posturas e comportamentos, tendo inclusive visitado o controlador daquela empresa dirigida pela Bolha, percebeu que aquela história de jogar a toalha era pura cascata, pois para surpresa do Atleta, a Bolha havia sido exonerado por dois motivos: ausência nas operações e falta de competência para dirigir o negócio.

Então o Atleta resolveu "abandonar" os negócios, mas sem traçar um objetivo específico. Queria sair de onde estava, mas não tinha a consciência para onde ir. Detonou a ponte na hora errada. Estava exatamente no meio!

Busque tempo para tomar decisões, mesmo que haja sacrifício, especialmente se afetarem a sua vida.
Você pode estar estressado e não sabe.

Chegaram as negociações. Que momento! O Atleta queria ir embora, mas tinha que negociar o passe.

Em resumo, estava tão abalado com aquela situação que na segunda empresa em tamanho, negociou pelas prestações do carro que havia comprado. Terminado o primeiro round das negociações, faltava negociar com a Bolha. Mas, a Bolha era seu amigo, pelo menos é o que dizia. Passados alguns dias, deprimido e desgostoso, foi para o segundo round. Iniciaram as negociações. O Atleta estava tão transtornado com a situação, que já não raciocinava. Queria ir embora. Talvez tenha sido a transação mais rápida. A Bolha conseguiu o seu intento, induziu-o a uma negociação leonina. O Atleta transferiu as promissórias endossadas da primeira empresa negociada e assinou um recibo, sem ver a cor de dinheiro, para a Bolha. E, recebeu por tudo isto uma máquina de escrever e as prestações da dentadura que passou a usar. O Atleta aceitou, talvez... para evitar uma tragédia, quem sabe... ploft!

Como se já não bastasse a decisão no momento inadequado, com um pouco de ingenuidade e sem um objetivo a ser perseguido o Atleta concluiu, para resumir, que além de ficar sem bóia, deram-lhe algumas pedrinhas para carregar no poço.

Chegou ao início do pesadelo. Sem reservas, sem ânimo, desgostoso... "estava mais perdido do que cego em tiroteio".

Se foi difícil? - Foi uma "barra"!

De empresário bem sucedido, a situação ficou tão ruim que acabou perdendo até o carro, já que não havia recebido um tostão.

Na maioria das vezes, a receita para a solução de seus problemas ou está debaixo ou dentro de seu nariz.

Algum tempo depois, o Atleta mais descansado, começou a enxergar o que realmente aconteceu, e concluiu que deveria fazer alguma coisa. Em um determinado dia, arrumando seus livros e examinando os seus alfarrábios, a apostila de um curso de estímulo ao desenvolvimento pessoal e profissional, que ministrava, caiu no seu colo. E começou a ler aquele material, com outros olhos, e redescobriu que poderia fazê-lo de novo.

Aceitou o desafio!

Nessa fase, concluiu também que estava num círculo vicioso: não poderia ter um negócio porque não tinha trabalho; não tinha trabalho porque não tinha negócio. Que abacaxi!

A dívida controlada impulsiona o homem.
Contraia!
Você conseguirá saldá-la.

Detonou uma ponte!

O Atleta, que era movido a desafios, começou tudo de novo, sem recursos, mas desta vez, preparado.

Ele chega a rir, quando se lembra de que disse para a sua "exposa", todo feliz e cheio de vontade: "- Acabei de alugar um conjunto comercial, telefone e alguns móveis". E ela colocou: "- Posso chamar o pessoal para interná-lo?"; Com muito esforço ele conseguiu...

O Atleta está feliz e da mesma forma que antes, em menos de um ano, já montou três novos negócios, só com uma diferença, sem máquina de escrever e sem bolhas.

Só para não esquecer...

  • Atrevimento
  • Auto-desenvolvimento
  • Criatividade
  • Empreendimento
  • Estímulo Próprio
  • Facilidade de acomodação
  • Firmeza de caráter
  • Gosto
  • Habilidade
  • Humor
  • Intuição
  • Negociação
  • Senso de oportunidade
  • Percepção
  • Persistência
  • Projeção
  • Saúde
  • Sentimento do perigo
  • Simplicidade
  • Vigor
  • Visão

Sumário

01_botao_laranja.jpg (634 bytes) A apresentação
Primeiro Fragmento
01_botao_laranja.jpg (634 bytes) O marketing pessoal
Segundo Fragmento
01_botao_laranja.jpg (634 bytes) Elementos integradores
Terceiro Fragmento
01_botao_laranja.jpg (634 bytes) Aperfeiçoando o seu marketing Pessoal e Profissional
Quarto Fragmento
01_botao_laranja.jpg (634 bytes) O desafio
Quinto Fragmento
01_botao_laranja.jpg (634 bytes) A estória
Sexto Fragmento
01_botao_laranja.jpg (634 bytes) As circunstâncias
Sétimo Fragmento
01_botao_laranja.jpg (634 bytes) Você estourando a sua ponte

Voltar

 

| Favoritos | Recomende | Imprima esta página | Adicionar aos favoritos | Política de privacidade | Contato |
   Copyright©1995/2008 - Marcio Petersen Bamberg