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Pitada do especialista
por Laerte Leite Cordeiro(*)

Papai Noel dos executivos brasileiros

Meu neto de 8 anos descobriu, com grande tristeza para ele e de certa forma para nós adultos da família, que Papai Noel não existe. Pelo menos não como as crianças o imaginam, com seu trenó correndo os céus e trazendo os presentes de Natal, na noite da Véspera ou para amanhecer sob a árvore, no dia 25 de dezembro.

A gente sempre fica um pouco triste quando isso acontece pois cada um se lembra do "seu" dia, quando de alguma maneira aquele encanto mágico se quebrou.

Dissemos ao meu neto, porém, que se Papai Noel não existe fisicamente, carregando o saco de presentes e descendo por chaminés, ele existe no coração dos homens e que, mais do que alguém que só dá presentes, ele representa a bondade, o carinho e a confraternização. Claro que como criança o netinho vai sofrer o seu momento difícil, mas crescer é assim mesmo. Dói.

Para nós, executivos, crianças grandes que muitos de nós ainda somos, o Papai Noel ficou lá atrás, em nossa história e se não escrevemos nossos pedidos em cartinhas em lápis-de-côr, nem em Word, ainda gostaríamos que a mágica continuasse e o Bom Velhinho ainda pudesse nos atender, em nossos pedidos silenciosos, com o seu tradicional ho!ho!ho!

E que pedidos o Papai Noel gostaria de receber dos executivos brasileiros, neste Natal de 2006? Vejam se concordam com a nossa lista e, se quiserem, adicionem seus próprios pedidos:

  • Que o Brasil possa criar mais empregos em 2007, de sorte que quem está desempregado – com um Natal mais triste – ou quem está mal empregado, possa ter mais e melhores oportunidades no ano que vem.
  • Que empresas e executivos adotem políticas e práticas que engajem e motivem as pessoas, dando a todos e cada um a oportunidade de crescer e se realizar.
  • Que o emprego dos jovens, mulheres e idosos aconteça em maior quantidade para felicidade e realização de muitos brasileiros.
  • Que as empresas brasileiras atentem, cada vez mais, para sua responsabilidade social, procurando oferecer condições dignas de trabalho para deficientes e brasileiros ainda mal preparados.
  • Que o emprego, no Brasil, esteja aberto para todas as raças e que todos possam ter a oportunidade de uma vida decente e de contribuição social, sem qualquer discriminação.
  • Que o trabalho seja realizado sempre em condições humanas que respeitem a dignidade essencial das pessoas.
  • Que as empresas continuem a desenvolver suas diretrizes e políticas de respeito ambiental, para que nós e os brasileiros do futuro sejamos beneficiários desses cuidados.
  • Que nosso querido Brasil possa crescer, em todos os sentidos, para deixar, para sempre, de ser o País do Futuro e transformar-se no grande País do Presente.

Claro que a lista é ambiciosa e que talvez o Papai Noel não possa trazer tudo isso no próximo Natal. Vamos nos lembrar, porém, que quando a gente escrevia a cartinha para o Bom Velhinho já sabíamos que provavelmente ele não iria trazer tudo o que se pedia. Mas a gente pedia assim mesmo. Porque não fazer isso agora?

Quem sabe se o Papai Noel existe, escondido em algum ponto desse universo emocionante, esperando pelos nossos pedidos de gente grande, para nos trazer, numa viagem entusiasmante, tudo aquilo que tanto queremos.

FELIZ NATAL!

(*) Laerte Leite Cordeiro é Diretor e Consultor Titular da Laerte Cordeiro Consultoria em Recursos Humanos em São Paulo, especializada em Aconselhamento de Carreiras e Outplacement.

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