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Pitada do especialista
por Maria de Lourdes da Silva(*)

Mas, afinal o que é redigir um bom texto?

Vamos começar, passo a passo, a desvendar esse "nenhum" misterioso processo de escrever bem documentos, correspondências comerciais.

Mas, antes de entrarmos diretamente no assunto, vamos falar da responsabilidade, do comprometimento que todos nós que escrevemos correspondências comerciais devemos ter.

A primeira é, antes de iniciarmos nosso texto devemos pensar na imagem pessoal e profissional que queremos projetar de nós mesmos por meio dos textos que redigimos e, a segunda, na imagem que estamos projetando da empresa onde trabalhamos.

Ao redigirmos um texto objetivo, claro, com ideias organizadas, bem articuladas, com um vocabulário adequado e com o uso da gramática-padrão, passaremos ao nosso cliente uma imagem de pessoa e de profissional com alto nível de conhecimento, de escolaridade, de discernimento e, principalmente, com maior capacidade de entender o que ele, cliente, precisa da nossa empresa, dos nossos produtos, dos nossos serviços. E, com isso, nem preciso dizer, que ele confiará mais em nossa capacidade.

Correspondências e documentos, e aqui estamos falando de cartas, e-mails, relatórios, propostas, manuais, procedimentos, etc. com colocações firmes, linguagem atual, simples e acessível ao leitor, transmitem seriedade e confiabilidade. Esse conselho vale para todas as categorias profissionais, para todos os segmentos de negócios, inclusive para o funcionalismo público.

O redator de texto comercial deve pensar que ele está, por meio daquele documento, prestando um serviço ao seu leitor. Logo, seja o que for que escreva, o texto deve servir para facilitar, informar, esclarecer um assunto. A comunicação entre você e seu leitor/cliente somente se dará no momento em que ele ler e entender, perfeitamente, o que você escreveu. Portanto, uma revisão atenta ao texto antes de expedi-lo, é primordial para que se estabeleça uma boa comunicação entre vocês.

Então, nada de invenções de palavras, nada de vocabulário rebuscado, antiquado demais, retorcido, difícil. Nada de construções em ordem inversa, complicada. Cuidado com termos técnicos, jargões. Estamos vivendo na era da simplicidade. Adapte sua linguagem à linguagem de seu leitor. Conheça seu cliente, seu destinatário. Perceba seu nível de instrução e de entendimento sobre o assunto que você quer tratar em seus textos. Essa também é uma forma de respeitar seu cliente interno e externo.

Não afronte seu leitor, não o faça pensar que ele é que não entendeu o que você quis dizer. Não o constranja. Fale simples. Poupe o seu tempo e o tempo dele.

(*) Maria de Lourdes da Silva é Especialista em Língua Portuguesa e em Didática do Ensino Superior, Graduada em Letras Anglo-portuguesas, com ampla vivência, experiência e com cursos de Redação Empresarial e Língua Portuguesa ministrados em grandes empresas. Sua empresa Ponto Cursos Empresariais (www.pontocursos.com.br) é qualificada pela Wec Desenvolvimento Empresarial.

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