Pitada
do especialista
por Rogério Martins(*)Marketing pessoal versus superexposição
Você realmente sabe o que é Marketing Pessoal? Ainda tem muita gente que por aí
confundindo marketing pessoal com superexposição. Uma coisa é uma coisa e outra coisa
é outra coisa, como diria uma amiga minha. E veja que são coisas bem distintas, mas,
acredite se quiser, tem profissional que confunde tudo. Deve ter lido em algum lugar ou
escutado algum consultor ou amigo dizendo que tem de se promover e pronto: catástrofe.
Cria-se mais um monstro da superexposição.
Para colocarmos as coisas em ordem, vale lembrar que marketing pessoal é uma
ferramenta para o gerenciamento da imagem pessoal e profissional. Serve para melhorar a
imagem que as pessoas têm a respeito de alguém, por exemplo. No trabalho o marketing
pessoal pode ser utilizado como forma de valorização das atividades que um indivíduo
executa. Ele faz, ele divulga. Ele cria um projeto, ele apresenta. Obviamente que estes
exemplos são apenas uma vaga idéia do potencial que está por trás das diversas
técnicas que esta ferramenta proporciona.
O fato é que algumas pessoas exageram na dose e acham que estão fazendo marketing
pessoal. É como o bêbado social: enche a paciência de todo mundo com aquelas piadinhas
sem graça e acredita que está agradando. A todo instante querem aparecer e
isso mais atrapalha do que ajuda.
Uma das premissas do marketing pessoal é justamente saber dosar a exposição. De
menos, você não será lembrado. Aquela vaga tão sonhada ou a promoção que estava por
vir, não chegará. É preciso que as pessoas realmente saibam do seu potencial, das suas
qualidades e qualificações. Ninguém quer ou vai adivinhar, é preciso mostrar. Para
isso é necessário criar estratégias de exposição. Saber estar nos lugares certos,
participar dos eventos e reuniões mais estratégicos e, mais do que tudo, agir
naturalmente.
Agora, quando a exposição é demasiada cria-se um outro problema: o mala.
Com tudo que tem direito: sem alça, sem rodinhas, pesada e velha. Ninguém agüenta! Sabe
aquele cidadão que quando chega na rodinha do café todo mundo vai embora porque lembrou
de alguma coisa pra fazer? Na verdade, todos estavam é querendo fugir daquela pessoa
chata que só conta vantagem, só fala de si mesmo, que olha para o próprio umbigo o
tempo todo. Mesmo quando não há a oportunidade para falar ele resolve abrir a boca.
Para não ser taxado de mala é preciso tomar alguns cuidados. O primeiro é fazer uma
auto-análise profunda. Muitas vezes isso não é possível sozinho, pois a tendência é
não enxergar o que faz de errado. Se for o caso pergunte para um amigo próximo, uma
pessoa de confiança ou a ajuda de um profissional, um consultor de imagem. Avalie como
está sua exposição. Faça o teste da rodinha do café.
Em segundo lugar tenha em mente que cuidar da imagem pessoal é preciso observar. Veja
aquelas pessoas que são bem sucedidas. O que elas fazem? Como se comportam? Converse com
elas, sinta o que elas transmitem a você. Nunca copie, mas aprenda com elas.
E por último esteja aberto para as críticas. Ouça, reflita, filtre e mude sempre que
necessário. Vivemos um mundo de intensa transformação. Precisamos nos adaptar às
mudanças do mundo ou ficamos para trás. Transforme-se, seja melhor para si mesmo. Cuide
da sua imagem, da sua exposição e faça o marketing pessoal correto. Sucesso!
(*) Rogerio Martins é Psicólogo, Professor Universitário,
Consultor Organizacional e Palestrante sobre motivação, comportamento e gestão de
pessoas. Sócio-Diretor da Persona Consultoria & Eventos. Autor do livro
"Reflexões do Mundo Corporativo". http://www.personaconsultoria.com.br |