Estourando a Ponte

MARKETING COMO INSTRUMENTO DE VALORIZAÇÃO PESSOAL E PROFISSIONAL
por Marcio Bamberg

Estourando a Ponto - Marcio bamberg

A partir de um árduo aprendizado na vida, está disponibilizado gratuitamente a versão eletrônica da 3a. edição do livro, que ajudou na história de muitas pessoas. Com frequência, chegam testemunhos de pessoas, que tendo acesso a exemplares impressos das edições de 1994 e 1998, mudaram as suas perspectivas… e para melhor!

1994 – ©Marcio Petersen Bamberg
1998 – ©Kelter do Brasil

Revisão
Marcio Petersen Bamberg

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP)

Bamberg, Marcio Petersen, 1956-
Estourando a ponte: Marketing como Instrumento de Valorização Pessoal e Profissional / Marcio Bamberg. — 4ª ed. — Rio de Janeiro: Marcio Petersen Bamberg, 2003.

1. Autorrealização 2. Conduta de vida 3. Marketing 4. Sucesso profissional I. Título
98-4480 CDD-158-1

Índice para catálogo sistemático
1. Marketing pessoal : Psicologia aplicada 158.1
2. Valorização pessoal : Psicologia aplicada 158.1
3. Valorização profissional : Psicologia aplicada 158.1

Versão eletrônica – 2004 – ©Marcio Petersen Bamberg – Proibida a reprodução total ou parcial em qualquer meio impresso ou eletrônico, sem a autorização expressa do autor.

A apresentação

Agradecimentos e dedicatória

Agradeço a todos que contribuíram de forma positiva ou negativa para pôr à prova o que está aqui colocado, sentindo o doce sabor, tendo a certeza de que não é falácia. Bem como aos três desafios desta existência, meus “ancestrais do futuro”: Leandro, Fernando e Bernardo, na esperança em transmitir os conhecimentos e experiências da vida; e, aos entusiastas que gostariam de um pequeno empurrãozinho para estourarem as suas pontes.

O Autor

Reflexões

Em nosso dia-a-dia encontramos dois grupos de pessoas:

Um primeiro grupo que realiza o sucesso.

E um segundo grupo, que resmunga sobre aqueles que realizam o sucesso.

Onde está a diferença?

A grande maioria das pessoas tendo ou pensando que tem objetivos caminha por caminhar, tendo as oportunidades desenvolvidas a partir de contingências ocasionais, oportunidades ou acasos.

Para a vida devemos estabelecer objetivos!

E, ao estabelecê-los, transformá-los em metas mensuráveis.

Poderíamos traduzir esta situação, como sendo uma partida de xadrez, aonde definimos o objetivo principal – o xeque-mate; tendo a oportunidade de experimentar vários caminhos com diversos rumos. Por sua vez, durante o jogo, teremos condições de atentar para o experimento de vários lances, sem perder de vista o objetivo.

Dependendo da vontade e/ou oportunidades, poderemos realizar uma série de “ataques”, em diversas direções, com todos os riscos conhecidos ou não, que a outra parte pode nos oferecer, cedendo ou contra-atacando, facilitando ou dificultando o processo.

O tabuleiro representa o nosso ambiente, o espaço que desejamos percorrer e as peças nossas forças e fraquezas.

A habilidade em movimentar estas peças será aferida pelo preparo, disposição e arrojo, pois no momento em que se aciona o relógio do tempo, devemos partir para a opção desejada, sem direito a volta, olhando para a frente, percebendo o momento com nossos sucessos e fracassos, para que o nosso rei não tombe frente ao xeque-mate da vida.

Por experiência própria, percebo a necessidade de demonstrar aos interessados a oportunidade de se reerguerem, pois mesmo a frente de obstáculos, os mesmos podem ser superados. Os que estão próximos olham-me como um visionário ou entusiasmado, mas o que importa mesmo é construir, e não é só isso, mostrar como construir para, quem sabe, tornarmos esta nossa casa chamada de Terra em algo melhor, onde todos possam conquistar o seu estado de felicidade.

Assim, a partir de um “case tupiniquim”, ao alcance de todos os simples mortais, tentarei mostrar que a luz no fim do túnel, não é de uma locomotiva que vem em sentido contrário, e sim a perspectiva de realizar nossos sonhos.

O conhecimento humano estará dobrando a cada noventa dias; a expectativa de vida será de cento e vinte anos; a vida útil das profissões será de doze anos; a cada quinze anos, sessenta por cento das profissões deixam de existir; e, a cada vinte anos, noventa por cento dos processos industriais e comerciais são de forma diferente; democratização da informação através da Internet e Globalização; com este quadro, demonstra-se a necessidade de estarmos atentos com o que ocorre a nossa volta, bem como a vital necessidade de traçarmos os objetivos pessoais, para que possamos encontrar os meios adequados e prazerosos para vivermos sempre melhor.

Marcio Bamberg

Iniciando

Na sala, ao chegar para um novo encontro, um certo número de pessoas que, por não perceberem o paradigma da arrumação das cadeiras, vão sentando, até desconfortáveis, com a expectativa de ouvir algo novo, que possa estimulá-los a buscar uma razão para as suas existências…

Já, pela enésima vez, mas com a mesma satisfação da primeira, partimos para a troca de experiências vividas, começando a escrever o meu nome no quadro e a ajustar a primeira de uma dúzia de transparências…

Na teoria, tudo se sabe e nada funciona. 
Na prática, tudo funciona e ninguém sabe o porquê. 
Aqui se aplicam as duas: nada funciona e ninguém sabe o porquê.
Anônimo

Com o grupo atento, surgem alguns risos.

Chamo a atenção com e para aquela frase. Mas, no decorrer dos próximos instantes, você vai verificar que a frase captada por um anônimo está mais presente do que se imagina…

Boa noite!

Meu nome é Marcio Bamberg e em nosso encontro iremos discorrer sobre Marketing Pessoal. Entretanto, não vamos encontrar uma fórmula pronta que se ajuste a todos os tamanhos, pois a realização de cada um depende de uma série de fatores e tentaremos, através de exercícios individuais e grupais, transpirar nossos pensamentos, vontades e opiniões.

Comecemos…

A apresentação

Sinto-me um privilegiado, pois já tive a oportunidade de realizar este exercício com mais de três mil pessoas e escuto a mesma apresentação com pequenas variações.

  • Meu nome é…
  • Espero neste encontro me aperfeiçoar…
  • Trabalho na empresa…
  • Meu cargo é…
  • Sou formado em…

Existe alguma diferença para a sua apresentação?

Não se preocupe, pois as apresentações seguem um mesmo modelo, para não dizer um mesmo roteiro. Em minhas observações, verifico que todos “seguem o líder”, ou seja, repetem o formato da apresentação do primeiro e quando alguém aparece mudando o formato (o que é raro!), dali prá frente, torna-se confusa a apresentação.

Fiz uma pequena estatística:

  • 99% seguem um modelo;
  • 98% dizem o seu nome (alguns esquecem);
  • 90% manifestam o seu interesse em estarem ali participando;
  • 85% informam o seu cargo e a empresa em que trabalham;
  • 80% falam sobre sua formação.

E para não dizer 0%, praticamente não há referências sobre:

  • A escola onde estudou;
  • As empresas onde e porque trabalhou;
  • As suas realizações;
  • Seus gostos;
  • Idade;
  • Características pessoais;
  • A sua situação atual;
  • Os desafios que já encontrou; e,
  • Principalmente, qual o seu objetivo de vida, tanto pessoal quanto profissional.

Pode parecer desnecessário, mas acompanhando uma série de grupos que convivem por quase um ano, percebo que as pessoas, apesar de se sentarem lado a lado, mal se conhecem e, pior, por não se conhecerem adequadamente, têm dificuldade em se entrosar ou mesmo satisfazer necessidades afins.

Primeira dica
Não fique alheio a fornecer notícias, pois estamos com os 
dois pés e a cabeça na era da informação.

Viajando

Um adendo para tornar este livro mais dinâmico: serão propostos exercícios práticos, denominados “Viajando”, para você aferir o seu comportamento e atitudes. Será altamente desejável usar a sinceridade, pois os resultados, caso julgue conveniente, serão de seu exclusivo conhecimento.

A ideia, na realidade, é provocar uma breve interrupção nesta agitação de nosso cotidiano para que você pense um pouquinho mais em você, visto que um pouquinho você já pensa. Certo?… Não?

Fique atento, hoje em dia, em função das atribulações do cotidiano: orçamento familiar, saúde, trânsito, carreira, idiomas, desemprego, segurança, seguridade, os objetivos ficam em segundo plano.

Não adianta querer ficar bem com os outros, se você não sabe se está bem consigo mesmo!

Eu sou

A ideia, neste breve intervalo, é que seja absolutamente sincero com você mesmo. Pegue um relógio e marque dois minutos. Complete a seguir, com palavras ou frases, suas qualidades e/ou defeitos…

  1. ________________________________________________
  2. ________________________________________________
  3. ________________________________________________
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  16. ________________________________________________
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  18. ________________________________________________
  19. ________________________________________________
  20. ________________________________________________

Se você não conseguiu completar vinte itens, para seu consolo, a grande maioria, para não dizer a totalidade, não consegue.

Vamos aos resultados.

A maioria das pessoas tem dificuldade em preencher este quadro, porque valoriza mais os aspectos externos que os internos. A princípio, conhecendo a nós mesmos, precisaríamos de mais ou menos trinta segundos para verbalizar estas questões. Mas, muitos ficam naquela do porquê da necessidade em pensar sobre o assunto. Ora, sabendo quem sou, ficará muito mais fácil saber o que preciso, o que eu quero, onde sou melhor, onde sou pior e para onde quero ir. Concorda?

Independentemente do resultado, mesmo que tenha conseguido responder às vinte, ou mais de vinte, ou as qualidades foram maiores que os defeitos, ou vice-versa, analise cuidadosamente as respostas pois a sinceridade ainda está na porta ou foi muito amável ou foi muito dura.

Segunda dica

Tire uns sonoros trinta ou sessenta minutos por semana (certamente vai ficar apertado, mas eu sei que você pode!) para pensar em seus sentimentos, necessidades, ambições, enfim, em você mesmo.

Aproveite este instante. Você já começou… tem o resto da vida para concluir!

Se as respostas foram conscientes, meus parabéns!

Primeiro fragmento – O marketing pessoal

Quando se fala em Marketing pessoal, poderá vir à mente uma série de ações em que se poderia adotar um determinado estereótipo e pronto, está feito.

A palavra Marketing soa como uma coisa mágica que poderá resolver uma série de situações, mas se formos ao cerne da questão, verificaremos que o sentido da palavra é muito mais profundo do que se imagina, envolvendo aspectos que transcendem a propaganda ou promoção. Se para as empresas funciona, para as pessoas que dão vida às famílias, sociedades, comunidades, empresas, etc., não poderia ser diferente.

Conceito

Antes de entrar no conceito ou ações de Marketing pessoal, cabe, naturalmente, abordar o Marketing. Esta palavra, para aqueles que não estão familiarizados com ela, ou não pertencem à área, às vezes soa como o reduto de pessoas vistas como muito bem realizadas.

Muito se escreve sobre o assunto e poderíamos utilizar páginas e páginas com temas acadêmicos e práticos da área, buscando uma compreensão sobre a matéria.

Em minha experiência, enxergo o Marketing sob dois ângulos:

Conceito acadêmico

“É a satisfação das necessidades de uma ou mais pessoas, como indivíduos, empresas ou nações, partindo-se da sua identificação, através do conjunto de ações criativas e de investimentos, articulando recursos humanos, materiais, financeiros, comportamentais e ecológicos.”

Conceito prático

“É a sensibilidade para se perceber o momento.”

Quando algumas vezes se ouve a respeito de áreas específicas, tais como: Marketing de Serviço, Marketing Político, Marketing Industrial, Endomarketing, Marketing Educacional, etc., está se utilizando de uma essência básica, levando-se em consideração apenas as peculiaridades de cada atividade.

Traduzindo esta abordagem, colocando o Marketing pessoal como sendo a sensibilidade em se perceber o momento, esta posição deve surgir do estado de espírito de cada um, onde a vontade interior deve se sobrepor aos medos e dúvidas, quanto à obtenção de um resultado.

Há muitas teorias, também, sobre quais as necessidades prioritárias. Entretanto, para fugir a estes paradigmas que dificultam o pensamento e norteamento de ações, considero, por experiência própria, que as necessidades de autorrealização, estima, afetivossociais, segurança e fisiológicas compõem um modelo próprio para cada pessoa e elas serão satisfeitas ou ignoradas de acordo com as vontades de cada um.

Dois Caminhos

Quem não sabe exatamente onde está e nem para onde ir, tem todas as chances de se perder!

Ser ou Estar? Eis a questão!

A abordagem de SER e ESTAR poderia ser simples, entretanto não é, pois para uma definição individualizada, serão utilizados fatores subjetivos de difícil manipulação.

O tratamento é influenciado diretamente pelo sentimento, por ser pessoal.

Quando se afirma o SER, quer se identificar a situação como sendo a busca do indivíduo à sua essência – “bicho homem”. O ESTAR é quando o indivíduo se utiliza de acessórios para interagir com o grupo social a que pertence.

A sua complexidade se verifica na disposição de fazer prevalecer a vontade de decidir nas encruzilhadas da vida.

Quanto mais o indivíduo alcança o seu SER, mais distante estará da condição de ESTAR, ou melhor, estará menos preocupado com o ESTAR.

Exemplificando, pode-se dizer que o SER é aquele que faz a moda ao seu jeito ou simplesmente não está preocupado com a opinião de outras pessoas sobre seu comportamento ou atitude. O SER é simples, visto que não apresenta uma característica de fachada e por si só é autêntico. Certamente terá os seus objetivos e ambições definidos de modo mais claro.

Já, o ESTAR poderá apresentar características e posições, mesmo em detrimento de valores pessoais, levando-se a uma postura incoerente com seus princípios básicos, mas valendo-se do sacrifício para alcançar certos objetivos.

Na definição dos objetivos pessoais, deve-se identificar o que se quer: até onde realmente se quer ir, considerando o que a realidade permite alcançar “sendo”.

A visão

Quando utilizo o Marketing Pessoal, penso em algo que poderá transformar a minha vida, entretanto o certo é que o sucesso é formado através do trabalho, ou seja, é uma história de muitos capítulos composta de todos os fatores – tanto as vitórias, quanto as derrotas. Mas alguns pontos básicos precisam ser considerados para a construção do sucesso, pois estão intimamente ligados ao indivíduo.

A ambição

A ambição é o ponto de partida.

Esta palavrinha é complexa, mas existe algum problema em se desejar algo melhor do que aquilo o que se desfruta agora?

Infelizmente, quando se ouve a palavra ambição, vem à mente valores palpáveis como riqueza material. Não se preocupe, muita gente ambiciona morar no mato numa casinha de sapé.

Caso não tenha pensado no assunto, comece a analisar o seu dia-a-dia. Será que está levando a vida que merece? Será que está realizando aquilo que exatamente deseja? Trabalha naquilo que gosta? Gosta do que faz? Mora aonde quer? Veste-se do jeito que imagina?

Pensar livre pensar… Se as coisas estiverem muito certinhas e você ainda não tiver atingido a metade de sua vida, alguma coisa está errada. Com certeza você não parou ou não teve tempo para pensar no assunto.

Ambicione! Vá ao encontro de seus sonhos e objetivos.

Genial! Ambiciono algo e quero realizar este algo. E agora?

Agora vamos por parte!

 

O sonho

O sonho é uma dádiva, pois permite o estímulo, a exploração e a identificação de nossas ambições.

Leva-se vantagem, porque sonhar não apresenta custo, não ocupa espaço, é restrito ao indivíduo e estimula o desejo.

O sonhar acordado é uma forma para estabelecermos objetivos, através de exercícios com diversas atitudes a serem empreendidas, levando-se em conta as limitações impostas.

Através dele, sem passar vexame, pode-se atingir o sucesso ou o fracasso. E, pode-se estimular a avaliação dos resultados, estabelecendo parâmetros, enfim, determinar o caminho a seguir.

 

O objetivo

Ambicionei. Como expressá-la?

Sempre que estou trocando a minha experiência com os que estão dispostos a me ouvir, faço a seguinte pergunta? “Quem tem um objetivo?”; Todos ficam pensando, pensando e de repente… alguém levanta o braço. “Meu objetivo é ter uma vida tranquila.” Mas o que é ter uma vida tranquila? É… quem sabe… É…

Verifico que o objetivo das pessoas, quando existe, não está bem definido. E há a necessidade de deixá-lo bem claro. Caso contrário, terão grande dificuldade em realizá-lo. Transformem-no em metas. Não adianta querer ser dono do mundo, se não houver a identificação do primeiro pedaço!

 

A realização

Tendo especulado sobre o seu momento, identificado um ponto para alcançar, é só começar a rezar… Errado! Não esqueçamos daquele velho dito popular: “Deus ajuda a quem cedo madruga”.

Se a ambição estimulou o estabelecimento de um ou mais objetivos, agora é só pôr a “mão na massa”.

Insista em usar as medidas concretas que o ligou a seus objetivos para convencer a si mesmo que tem razão para ficar satisfeito.

“A visão sem ação, não passa de um sonho. A ação sem visão é só um passatempo. A visão com ação pode mudar o mundo.” 
Joel Baker

Segundo fragmento – Elementos integradores

Como se comunicar?

Dependendo da forma aplicada de comunicação, os resultados finais poderão ser ou não satisfatórios. Existe uma bibliografia bastante extensa sobre o tema, e para não deixar de lembrar, ela é relevante; afinal, existe uma transmissão ou troca significativa de mensagens, quais sejam ideias, instruções, dados, sentimentos, etc., durante as vinte e quatro horas do dia e trezentos e sessenta e cinco dias do ano.

A comunicação apresenta aspectos de compreensão, aceitação, estímulos e entendimento. Dependendo da forma colocada, poderão surgir aqueles “probleminhas” do dito ser diferente do ouvido; do ouvido ser diferente do compreendido; do compreendido ser diferente do aceito; do aceito ser diferente do executado; do executado ser diferente do esperado.

Em uma oportunidade, especialmente naquela em que os protagonistas não se conhecem, um gesto ríspido ou mesmo um tom de voz “torto” certamente irá prejudicar o relacionamento. Se uma ação gera uma reação, o lado que percebeu este comportamento irá para a defensiva ou ao confronto. Portanto, não se esqueça de que além dos cinco (!) sentidos usados na comunicação, adota-se uma paralinguagem através de gestos, atitudes e comportamentos.

Se através de uma intenção de quem se comunica, busca-se a compreensão de uma mensagem, antes de realizá-la, roteirize cuidadosamente a sua mensagem, buscando a seleção do melhor método de transmissão, para que sejam captados os interesses daqueles que serão afetados. Clareza, objetividade e convicção permitirão uma melhor recepção da intenção, ou seja, a mensagem deve ser simples, objetiva e o comunicador deverá acreditar realmente naquilo que será comunicado.

Simplicidade é o último degrau da sabedoria.

E não se deve esquecer que, para efeito da comunicação, os aspectos de preparo, os quais a antecedem, devem ser observados não só em relação a matéria a ser comunicada, como também encarado o momento como sendo positivo, deixando o subconsciente em alerta para novas situações. A tal da programação neurolinguística.

Logo, realizando-se a comunicação, deve assegurar-se de que a mensagem foi recebida, ouvindo, perguntando, reformulando, recapitulando e resumindo.

Como se relacionar?

O estabelecimento de uma relação mais agradável, harmoniosa e produtiva permite uma melhor interação entre as pessoas, sendo portanto, a base do convívio pessoal e da satisfação de necessidades mútuas.

A convergência ou divergência de ideias em relação às percepções da realidade podem causar facilidades ou dificuldades no relacionamento interpessoal, que poderão ser reduzidas por condicionantes internos ao indivíduo (valores, crenças, preconceitos, conhecimentos, experiências e necessidades) e externos (ambiente social, político, econômico, ecológico, religioso, etc.).

Confiança e flexibilidade facilitam o relacionamento interpessoal.

Não gosto de regras, mas para facilitar a compreensão, a conquista da confiança e a geração da flexibilidade podem ser realizadas a partir de:

Cumpra aquilo que prometer a fim de que possa ter credibilidade.

Aceite os outros pelo que são.

Seja sincero. As pessoas podem aceitar boas ou más notícias, mas detestam surpresas.

Seja coerente. Diga e faça aquilo em que você acredita.

Tenha uma visão construtiva dos compromissos e não os veja como uma pedra no caminho.

Os indivíduos apresentam diferenças, assim é necessário que haja tolerância com os outros quanto a este fato.

Tenha abertura e menor sujeição aos hábitos.

Atenda com entusiasmo às necessidades mútuas, baseando-se no poder pessoal e não no poder do “estar”.

É imprescindível que esteja bem consigo mesmo, para que se possa dar bem com os outros.

 

A influência do poder

O que é poder?

O poder é um conceito que muitas vezes trás uma conotação negativa, especialmente quando se acredita que não se tem ou se está em uma posição inferior.

Quando se aborda o poder, vem à mente uma relação de domínio e submissão e as pessoas reclamam do poder pelas seguintes razões: Não lhes agrada o modo como o poder está sendo empregado; ele está sendo usado de modo manipulativo, coercitivo ou dominador (é quando alguém exerce poder sobre outro e este não pode fazer nada!); e, se o objetivo desejado é considerado corrupto e explorador, mesmo os meios mais apropriados não farão com que esta meta seja aceitável.

Quais as suas características?

O Poder é extraordinário. É a capacidade de realizar, exercer controle sobre pessoas, acontecimentos, situações – e, principalmente sobre si mesmo. Todavia, todo poder está baseado na percepção. Se você julga que o tem, então o tem. Se julga que não o tem, apesar de tê-lo, não o tem. Em suma, terá mais poder se acreditar que tem poder e encarar os encontros da vida.

A percepção como base do poder

A percepção é a maneira como se vê, se interpreta, se julga e se avalia uma determinada situação, em função de experiências, preconceitos, valores e interesses pessoais.

Assim, como as metas diferem, cada um tende a ver as coisas de maneiras diferentes/diversas. Isso ocorre devido à formação, vivência, cultura e personalidade, que se constituem nas diferenças individuais. Portanto, cada um vive em seu próprio mundo particular. Vê-se aquilo que se quer ver, presumindo-se que aquilo que se vê em verdade representa a realidade de cada um.

Desenvolvendo a percepção

  • Para você exercitar melhor a percepção é necessário:
  • Enxergar as coisas do ponto de vista das outras pessoas (empatia).
  • Colocar-se na posição dos outros.
  • Analisar, ponderar e compreender que as pessoas são diferentes.

 

Agora, lembre-se:

  • O poder é sempre limitado. O poder pleno é mito.
  • O poder é sempre relativo em função de momentos diferentes.
  • O poder pode ser real ou aparente.
  • O poder existe até o ponto em que ele é reconhecido como tal.
  • O poder pode ser utilizado sem ação.
  • As relações de poder mudam após um período de tempo.
  • O exercício do poder está sempre vinculado a custo e risco.

Terceiro fragmento – Aperfeiçoando o seu marketing pessoal e profissional

Ufa! Finalmente as dicas…

Não existem fórmulas específicas ou modelos únicos na determinação das ações que se deseja realizar, entretanto após algumas pesquisas, vivências, experiências, observações e leitura, desenvolvi um breve roteiro de dicas que poderão auxiliar no desenvolvimento do seu marketing pessoal, tanto em termos profissionais, como na revisão de seus valores pessoais. Mas, esteja alerta, utilize-os apenas como referenciais, pois graças ao bom Deus, felizmente, somos diferentes.

Aperfeiçoando-se

Acredite em você
Lembre-se de que pode haver um destino para as pessoas, mas aceitá-lo é decisão de cada um. Assim, se você acreditar que pode, você pode, mas se o inverso acontecer, certamente o resultado será aquele que você mesmo espera.

Cerque-se de pessoas positivas
Imagine-se chegando a um lugar e todos, em uníssono, dizendo que tudo está péssimo. Você acredita que poderia ser diferente? Portanto, pense positivamente, pois aquele velho ditado popular que ficar pensando sobre coisas desagradáveis acaba atraindo-as, é totalmente correto.

A secretária de um amigo meu estava muito mal no hospital. Trabalhava para ele há quase dez anos. Ao visitá-la, entrou no quarto com um bolo cheio de velinhas. Ela, com aquela voz moribunda, falou: “- O… que… está… fazendo?…Não… vê… que… estou… muito… doente?” Ele complementou: “- Durante os anos em que você trabalhou comigo, você dizia que guardaria parte do que ganhasse para o caso de ficar doente. Vim comemorar o aniversário de seu desejo”.

Comporte-se diferente
Procure observar o seu comportamento frente às situações. Caso não tenha coragem de se encarar, peça a alguém para observá-lo. Não imagina como somos bem diferentes do que julgamos ser.

Dramatize
Comece a dramatizar os seus desafios. Lembro-me de um anúncio de uma calça jeans, onde a protagonista desejava entrar numa calça tamanho 42, mas o seu era 46. Não teve dúvida, comprou a calça 42 e correu atrás da perda daqueles bons quilinhos a mais..

Encontre pessoas que possam lhe ensinar
Não somos donos da verdade e com certeza nunca seremos, portanto, procure pessoas com quem você possa aprender. Às vezes, as experiências vividas são os melhores exemplos. Se eu não fosse teimoso e seguisse algumas dicas de meu pai, teria poupado muito esforço e tempo em várias situações. Esses jovens adolescentes!

Imagine-se diferente
Já experimentou imaginar-se diferente do que você é? É um barato! Se o seu perfil é de uma pessoa séria e compenetrada, imagine-se aberto e um pouco relaxado. A sensação é de um parto sem dor.

Mude de ambiente
Quando você começa a pensar que vai ter que colocar aquela roupa, para ir ou ficar naquele lugar, para conversar sobre aquele mesmo assunto maçante… Meu Deus! Mude a roupa, descubra um novo lugar, identifique novas pessoas, etc.

Nem tudo é azul
Se no primeiro obstáculo, você ficou de cabeça cheia, não se preocupe porque vai ter mais! Saber encarar de frente os maus momentos é uma virtude e se for reclamar, reclame de você mesmo, pois a fraqueza pode estar por aí.

Trace objetivos com metas
Lembro-me bem de que, no meio do texto disse sobre mensurar os objetivos, quer sejam de forma quantitativa (tempo, espaço, volume, etc.), quer sejam de forma qualitativa. Eu, por exemplo, não quero ficar rico (nem todo mundo é perfeito!) mas se for o seu objetivo, mensure-o, pois se um dia você conseguir US$ 1 milhão pode significar nenhum e ao mesmo tempo US$ 1 mil pode significar a sua independência.

Vá devagar, não queira abraçar o mundo
Faça uma coisa de cada vez, pois é complicado desenvolver várias simultaneamente. Tenho notícias de que até o momento só Deus conseguiu; assim mesmo, levou sete dias.

Adiantando-se

Acerte com humildade e erre com orgulho
Se estiver pensando que é apologia do fracasso, está redondamente enganado! Adotando esta atitude, provavelmente as pessoas confiarão mais em você. E este posicionamento permite que você perceba os verdadeiros acertos.

Antenas ligadas
Saia na frente. Assim estará mais preparado para saber se está próximo ou distante de um resultado. Não fique esperando respostas, encontre-as.

Compre problemas
Sabe aquela estória do “macaquinho” com quem ninguém queria ficar? Não se preocupe, pois em todos os lugares tem um “macaquinho” esperando por você. Pegue o “macaquinho” que ninguém quer e resolva, pois além de trazer um eventual prestígio, com certeza, no mínimo, trará algum tipo de experiência.

Não espere para ser ensinado
Seja fuçador. Saia na frente para aprender. O pódium está a espera daqueles que chegam na frente.

Não esqueça a intuição
É aquela vozinha interior. Toda vez que não a escuto, danço! Vai que dá! Diz a voz interior. Não vou e fico arrependido por não ter ido. Ou, então, ela diz para não ir e teimosamente vou. Já sabe qual é o resultado…

Não seja perfeito
Não queira ser perfeito, porque não o será! Mas mantenha isto como um objetivo a ser perseguido.

Saiba o que os outros fazem
Uma coisa chata é quando alguém se ausenta e o senso de responsabilidade surge. Para cobrir a falta, no sentido de buscar a solução para a ausência procure substituir este alguém. Aprendendo o que os outros fazem, você amplia o seu conhecimento.

Tenha jogo de cintura
Tente ser o mais flexível possível. A rigidez nas opiniões e posições, além de ser cansativa e chata, provoca um desgaste, que na maioria das vezes é desnecessário.

Tenha opinião
Mil vezes mudar de opinião do que não ter nenhuma. Lembra-se daquele personagem do Jô Soares, o Múcio, que sempre concordava com a opinião dos outros? Então, tenha opinião e desenvolva os argumentos que provavelmente serão fundamentais em sua sustentação. Agora, se eles são frágeis e passíveis de desestruturação, não fique apreensivo, mude-os já.

Quarto fragmento – O desafio

Normalmente as pessoas dizem o que se deve fazer, mas esquecem de dizer o como fazer, criando uma sensação de frustração ou incompetência para quem vai realizá-la.

Apenas para reflexão, lanço o seguinte desafio: alguns dos principais papéis a serem desempenhados em seu cotidiano:

Líder 
Pessoa com o poder de influenciar outras pessoas, levando-as a comportamentos pré-determinados, apresentando duas facetas distintas: a formal – conferida externamente em função da própria posição e a natural – de caráter interno, decorrente de qualidades pessoais, independente da posição.

Inovador 
Aquele que tem o poder de criar, transformar, aperfeiçoar, otimizar ideias, produtos, etc., atuando como agente de mudanças no ambiente.

Negociador 
Aquele com poder de conciliação, de convergência sobre interesses conflitantes.

Captador – Processador – Disseminador 
Pessoa com o poder de captar dos ambientes externo e interno informações relevantes, analisá-las, complementá-las, interpretá-las e distribuí-las aos interessados.

Alocador de Recursos 
Empreendedor com o poder de distribuir os recursos, de acordo com as prioridades pré-estabelecidas ou em função do atingimento de um nível maior de eficácia.

Solucionador de Problemas 
Aquele com o poder de agir sobre as disfunções que não puderam ser evitadas ou resolvidas, através de procedimentos conhecidos ou até inovadores.

Símbolo 
Poder que representa o ambiente interna e externamente, a partir do “status” formal atribuído a sua posição.

Poderia fazer uma colocação mais técnica sobre estes aspectos. Depois de ter feito o primeiro rascunho, concluí que a aplicação prática ficaria mais adequada às situações mais emergentes. Acredito que as questões e referências abaixo poderão auxiliar em quaisquer situações para se alcançar um objetivo, às vezes dançando embaixo de nosso nariz, e não são aplicadas, são simples e se resumem em seis:

  • O Quê
  • O Onde
  • O Como
  • O Quem
  • O Porquê
  • O Quando

Simples, não?

Quinto fragmento – A estória

Você deve estar pensando que esta coisa sobre sonho, visão, determinação, estourar a ponte só acontece em filmes ou em países do “primeiro mundo”. Entretanto, se você olhar a sua volta, poderá encontrar muitas histórias e, se você olhar para dentro de você mesmo, encontrará todas as condições para melhorar a sua vida, quer seja em termos de mente, espírito ou matéria. E, melhor, você terá a sua história para contar…

Para esta edição, pensei bastante se valeria a pena tocar no assunto. Entretanto, conversando com o Atleta, um dos protagonistas, o mesmo colocou que uma receita sem uma demonstração concreta que a confirme, poderia cair em descrédito, traduzindo aquela situação pasteurizada, sem emoção, enfim, como se houvesse sido criada em laboratório, por “cientistas insensíveis”. Nas suas dezenas de anos vividos, o Atleta compreende que os obstáculos colocados a sua frente foram ensinamentos para a vida, não estando em algum momento lamentando o acontecido.

Então, comecemos…

A “Estória” é um dos muitos casos reais de nosso cotidiano, mas os seus protagonistas tiveram os seus nomes substituídos, para se evitar eventuais conflitos.

… o Atleta sempre foi movido pelo risco e pelo desafio. E, apenas para referencial, originou-se da classe média baixa, portanto, nunca teve recursos materiais e financeiros para iniciar alguma aventura no campo dos negócios, mas teve algo que seus pais sempre diziam – “Não podemos dar recursos palpáveis, mas daremos algo que ninguém poderá tirar: educação e formação”. E, graças a isto, o que foi tirado do Atleta no passado recente valeu como experiência.

O Atleta é um sonhador. Ambicionou algo melhor e imaginou em uma determinada época, a possibilidade de dividir os seus sonhos com os outros.

A realização tem como ponto de partida a ambição!

Em um ano qualquer, o Atleta era executivo de uma grande empresa, levando aquela vida de exaustivo trabalho, mordomias, aparências, etc… Graças a sua competência, o Atleta gozava de prestígio dentro da empresa em que trabalhava. Entretanto, esta empresa numa tentativa para renovar o seu quadro, criou um plano de incentivo para estimular os mais antigos a saírem. Como o processo foi torturante, e por fugir, aos seus princípios, no seu entender, mal conduzido, o Atleta começou a pensar no que aconteceria com ele quando se passassem vinte anos. Naquela oportunidade, para os padrões da empresa, o Atleta estava há pouco tempo, não havia completado cinco anos de casa…

Se você não for estimulado externamente,  crie os seus próprios estímulos.

No primeiro semestre daquele ano, o Atleta começou a pensar e concluiu que não estaria a fim de aguardar vinte anos para passar pelo mesmo processo. Então, após muita reflexão, analisando prós e contras, decidiu que deveria arrumar a sua vida de alguma forma, e teve a possibilidade de realizar o sonho de montar um negócio próprio.

Às vezes, os sonhos são difíceis para se realizar sozinho. Se tiver dificuldade, divida-o para multiplicar!

Naquele mesmo ano, partilhou o seu sonho com um colega da empresa – o Jovem, visto que os dois tinham o mesmo ideal e se afinavam em muitas coisas. Começaram a delinear o sonho, prevendo metas, fixando prazos.

Virado o semestre, quando o Atleta e o Jovem elocubravam as suas ideias, a Bolha tomou conhecimento de seus planos e “se convidou-se” a ingressar no negócio. Para aceitar este autoconvite, o Atleta e o Jovem passaram aquele mês tomando Jack Daniels para decidir se valia a pena aceitar, analisando as eventuais contribuições que poderiam ser adicionadas, …

Outra dica: bebida e grandes decisões não combinam! Pelo contrário, a ressaca pode ser insuportável.

No mês seguinte, não prevendo a futura ressaca, acreditando que a Bolha partilhava dos mesmos ideais, a aceitaram.

A partir daquele mesmo mês deflagraram o projeto e, ao final do ano, estavam iniciando as suas atividades, atrás de um ideal de atender às necessidades das empresas em algumas áreas específicas.

Como todos os sonhadores, o Atleta e o Jovem não tinham grana, sabe como é que é… jovens casados, festas, etc. e por sua vez, devido ao tempo de casa que tinham não fizeram jus a gratificações dadas pelo plano de incentivo oferecido pela empresa em que trabalhavam, mas os céus sorriram e conseguiram escritório, telefone e móveis emprestados.

Se você tem um sonho e quer realizá-lo, não espere: vá e faça!

E, com quase todos pensando da mesma forma, começaram a estender seus negócios, gerando oportunidade para outras pessoas, auxiliando na realização de seus sonhos. Ou seja, como tinham habilidade de criar novos negócios, convidavam pessoas que sonhavam empreender e criavam condições para as mesmas, associando-se em novas empresas. Foi a primeira, a segunda, a terceira…

O que leva para frente são os objetivos e não os resultados.

Mas, algum tempo depois, os seus sonhos começaram a se tornar pesadelos. Com a ausência do Atleta nas empresas, em função de projetos fora de sua sede, o Jovem, lamentavelmente, os deixou por ter entrado em rota de colisão com a Bolha (Ou sai ou morre asfixiado!).

E os negócios tinham que continuar… O Atleta se arrependeu por não ter feito o mesmo na época. A voz interior acenava com este posicionamento, mas ele não a ouviu…

Pela primeira vez na sua vida, o Atleta ficou com receio de estourar uma ponte, talvez porque quisesse fazer como aquele adolescente que queria sair de casa, sem destino…sem um objetivo estabelecido.

Consumado o fato, alguns sinais de que as coisas começariam a mudar, surgiram. O primeiro sinal foi quando a Bolha colocou o seu posicionamento, tentando manter o controle acionário dos negócios (a Bolha desejava 55% do negócio e o Atleta ficaria com 45% – indecoroso, não?) Se anteriormente os três tinham a mesma participação, qual seria a intenção atrás desta proposição?).

Sócio minoritário é pior de que empregado, pois nem garantia trabalhista tem.

No país onde se desenrolou a estória, houve a posse de um novo governo que causou o maior estrago na economia, provocando uma profunda recessão. Já ouviram esta história, né?

Em função disto, a Bolha se ausentou (part time) por um ano para “tocar” uma empresa-cliente dos negócios do Atleta e da Bolha, pois naquele momento a única certeza que tinham, era de que os custos seriam mais baixos.

Aguentaram o ano como puderam. O Atleta ficou coordenando alguns negócios e os demais sócios gerindo outros.

Chegando ao final do ano, resistiram, mas o processo societário da empresa começou a se deteriorar, pois a Bolha começou a apresentar uma faceta até então desconhecida. Em um determinado momento, para alguns sócios das outras atividades dizia que tinha dinheiro para investir, e para o Atleta (além de ser sócio nas outras atividades, dividiam em iguais condições o principal negócio) dizia que estava encontrando muita dificuldade, pois o que ganhava mal dava para sobreviver.

Quando o resultado passa a ser mais importante que o objetivo, alguma coisa está errada.

Já cansado, com posturas, dissimulações e conduções não muito claras, o Atleta buscou conselhos com amigos e um deles foi taxativo, dizendo que a resposta estava em sua consciência e não em conselhos. Mas, por outro lado, por não ter absoluta certeza do que estava ocorrendo, ficava preocupado com o futuro dos outros sócios.

Na realidade, o que incomodava ao Atleta, não eram os valores pecuniários, mas sim os valores idealizados para os empreendimentos, que começavam a ficar comprometidos.

O stress começava a bater a sua porta. Foi-se um dente, depois outro, …

No último ano de um casamento que tinha tudo para dar certo, a Bolha contou suas intenções. Que abandonaria a empresa daquele cliente para poder somar nos negócios. Disse que iria jogar a toalha, etc., etc.

O Atleta, acreditando na Bolha, ficou feliz com a decisão, mas algumas outras informações e omissões ainda o incomodavam.

Buscando tempo para pensar, no segundo trimestre daquele ano, com o retorno da Bolha, o Atleta foi acompanhar a atividade de um dos outros negócios.

Caso não tivesse feito isto, provavelmente o desgaste teria sido maior. Em conversas com outros sócios, começou a perceber o que acontecia, o Atleta, conforme previsão do Jovem e de outros amigos, era o próximo alvo d’A Bolha…

As vezes você pensa que o seu sucesso está baseado no dos outros, mas poderá descobrir que é justamente o contrário.

Após reflexões e conversas com clientes-chave sobre posturas e comportamentos, tendo inclusive visitado o controlador daquela empresa dirigida pela Bolha, percebeu que aquela história de jogar a toalha era pura cascata, pois para surpresa do Atleta, a Bolha havia sido exonerado por dois motivos: ausência nas operações e falta de competência para dirigir o negócio.

Então o Atleta resolveu “abandonar” os negócios, mas sem traçar um objetivo específico. Queria sair de onde estava, mas não tinha a consciência para onde ir. Detonou a ponte na hora errada. Estava exatamente no meio!

Busque tempo para tomar decisões, mesmo que haja sacrifício, especialmente se afetarem a sua vida. 
Você pode estar estressado e não sabe.

Chegaram as negociações. Que momento! O Atleta queria ir embora, mas tinha que negociar o passe.

Em resumo, estava tão abalado com aquela situação que na segunda empresa em tamanho, negociou pelas prestações do carro que havia comprado. Terminado o primeiro round das negociações, faltava negociar com a Bolha. Mas, a Bolha era seu amigo, pelo menos é o que dizia. Passados alguns dias, deprimido e desgostoso, foi para o segundo round. Iniciaram as negociações. O Atleta estava tão transtornado com a situação, que já não raciocinava. Queria ir embora. Talvez tenha sido a transação mais rápida. A Bolha conseguiu o seu intento, induziu-o a uma negociação leonina. O Atleta transferiu as promissórias endossadas da primeira empresa negociada e assinou um recibo, sem ver a cor de dinheiro, para a Bolha. E, recebeu por tudo isto uma máquina de escrever e as prestações da dentadura que passou a usar. O Atleta aceitou, talvez… para evitar uma tragédia, quem sabe… ploft!

Como se já não bastasse a decisão no momento inadequado, com um pouco de ingenuidade e sem um objetivo a ser perseguido o Atleta concluiu, para resumir, que além de ficar sem boia, deram-lhe algumas pedrinhas para carregar no poço.

Chegou ao início do pesadelo. Sem reservas, sem ânimo, desgostoso… “estava mais perdido do que cego em tiroteio”.

Se foi difícil? – Foi uma “barra”!

De empresário bem sucedido, a situação ficou tão ruim que acabou perdendo até o carro, já que não havia recebido um tostão.

Na maioria das vezes, a receita para a solução de seus problemas ou está debaixo ou dentro de seu nariz.

Algum tempo depois, o Atleta mais descansado, começou a enxergar o que realmente aconteceu, e concluiu que deveria fazer alguma coisa. Em um determinado dia, arrumando seus livros e examinando os seus alfarrábios, a apostila de um curso de estímulo ao desenvolvimento pessoal e profissional, que ministrava, caiu no seu colo. E começou a ler aquele material, com outros olhos, e redescobriu que poderia fazê-lo de novo.

Aceitou o desafio!

Nessa fase, concluiu também que estava num círculo vicioso: não poderia ter um negócio porque não tinha trabalho; não tinha trabalho porque não tinha negócio. Que abacaxi!

A dívida controlada impulsiona o homem. 
Contraia!
Você conseguirá saldá-la.

Detonou uma ponte!

O Atleta, que era movido a desafios, começou tudo de novo, sem recursos, mas desta vez, preparado.

Ele chega a rir, quando se lembra de que disse para a sua “exposa”, todo feliz e cheio de vontade: “- Acabei de alugar um conjunto comercial, telefone e alguns móveis”. E ela colocou: “- Posso chamar o pessoal para interná-lo?”; Com muito esforço ele conseguiu…

O Atleta está feliz e da mesma forma que antes, em menos de um ano, já montou três novos negócios, só com uma diferença, sem máquina de escrever e sem bolhas.

Só para não esquecer…

  • Atrevimento
  • Autodesenvolvimento
  • Criatividade
  • Empreendimento
  • Estímulo Próprio
  • Facilidade de acomodação
  • Firmeza de caráter
  • Gosto
  • Habilidade
  • Humor
  • Intuição
  • Negociação
  • Senso de oportunidade
  • Percepção
  • Persistência
  • Projeção
  • Saúde
  • Sentimento do perigo
  • Simplicidade
  • Vigor
  • Visão

Sexto fragmento – As circunstâncias

Depois de terminar a leitura e montagem final, percebi uma oportunidade que estava escapando, que agora exponho: muitas pessoas enfrentam problemas no seu dia-a-dia, parecendo ter o fardo mais pesado do que dos outros e, se formos ao cerne da questão, veremos que os fardos existem de acordo com a capacidade das pessoas de “complexibilizarem” as suas próprias situações. Neste conjunto, podemos encontrar jovens ou menos jovens, empregados ou patrões, solitários ou gregários, enfim, toda sorte de pessoas.

Assim, examinei a perspectiva de transmitir, a partir de experiências pessoais, um breve ensaio sobre como realizar coisas, sem fórmulas mágicas, visto que na vida tudo deve ser simples, para que você possa se utilizar de instrumentos que venham a lhe trazer um pouco mais de segurança.

Os instrumentos a que me refiro são breves exercícios com os quais exercitará a sua memória e com pouca dose de ousadia, você colocará alguma adrenalina para correr na frente, e não atrás de seus sonhos.

Tanto o empresário, como o não empresário e como os jovens que estão iniciando sua jornada na vida têm condições de realizar, mas sempre voltando àquela máxima da definição do objetivo de vida, pois os objetivos pessoais, profissionais, espirituais e outros, são apenas partes dele.

Resgatando

Todos têm a sua estória e em alguns casos, a sua história. Nada melhor do que recordar o passado, tentando tirar do porão aquelas lembranças positivas e negativas que amalgamaram conhecimentos, experiências e vivências.

Comece, pois, pelo resgate destas informações. Como existem centenas de livros que abordam o assunto, mudando apenas o formato e nomenclatura, deixarei por conta de sua imaginação (Vamos lá, cara! Exercite o lado direito de seu cérebro.) o modelo de questionário mais adequado à sua realidade. Para não você ficar se sentindo “no mato sem cachorro”, eu faria as seguintes referências:

Busque a lembrança

  • Seja inovador (crie, transforme, aperfeiçoe, otimize ideias, etc., atue como agente de mudanças no ambiente)
  • Habilite-se como negociador (concilie interesses conflitantes)
  • Capte – Processe – Dissemine (Capte dos ambientes externo e interno informações relevantes. Analise-as, complemente-as, interprete-as e distribua-as aos interessados.)
  • Aloque recursos (Empreenda com o poder de distribuir os recursos, de acordo com as prioridades pré-estabelecidas ou em função do atingimento de um nível maior de eficácia)
  • Solucione problemas (Haja sobre as disfunções que não puderam ser evitadas ou resolvidas, através de procedimentos conhecidos ou mesmo inovadores)
  • Seja símbolo (Represente o ambiente interna e externamente, a partir do “status” formal atribuído a sua posição)

Dicas práticas

Vamos dividir este instante em duas partes: primeiro para aqueles que estão no início de sua jornada, bem como para aqueles que estão num momento de reflexão, buscando novos caminhos para detonarem as suas pontes.

Poderia fazer uma colocação mais técnica sobre estes aspectos. Depois de ter feito o primeiro rascunho, concluí que a aplicação prática ficaria mais adequada às situações mais emergentes. Acredito que as questões e referências a seguir poderão auxiliar em quaisquer situações, às vezes estando embaixo de nossos narizes e não sendo aplicadas. São simples e se resumem em vinte e uma:

Planejando

Conceito
A determinação do que precisa ser feito, quando e por quem, para atingir os objetivos e resultados esperados. O processo que se atravessa para cuidar do que é “conhecido” a fim de sobrar tempo para cuidar do inesperado, quando ele vier.

Por que Planejar?

  • Você fará as coisas acontecerem
  • Você tomará melhores decisões
  • Você controlará ao invés de ser controlado

Como Planejar?

  • Programe o seu planejamento
  • Busque as ideias e experiência dos outros/ leitura
  • Faça planos simples
  • Redija os planos
  • Pense em testes em períodos programados
  • Obtenha as aprovações necessárias
  • Faça-o em equipe

Elementos do Planejamento
Objetivos, programas, cronogramas, orçamentos, previsões, estrutura de organização, políticas e procedimentos e padrões.

Determinando os seus objetivos

Conceito
Um alvo, meta, ou cota a ser alcançada num determinado período de tempo.

O porque dos objetivos
Vamos trabalhar tão bem quanto pudermos e esperemos pelo melhor. Talvez sobrevivamos ou não.

Como determinar objetivos

  • Identifique as oportunidades e problemas mais importantes em toda as suas áreas de responsabilidade;
  • Determine de 1 a 3 objetivos básicos;
  • Pense em determinar objetivos secundários;
  • Assegure-se de que estará controlando grande parte da realização de seus objetivos;
  • Expresse os seus objetivos em números;
  • Fixe prazos.

Ponto Básico
Determine objetivos mensuráveis, factíveis e desafiadores, para garantir resultados equilibrados em suas áreas críticas de responsabilidade.

Desenvolvendo o seu programa

Conceito
Estratégia a ser adotada e ações importantes a serem implementadas para alcançar ou superar objetivos.

Você é um estrategista
Entende-se estratégia como sendo a ciência e a arte com que uma nação beligerante emprega a sua força militar para atingir objetivos de guerra, especialmente o planejamento e a condução em grande escala de operações de adaptação ao âmbito dos combates, a possíveis ações inimigas, a alinhamentos políticos…

Como Desenvolver seu programa

  • Examine os seus objetivos
  • Identifique os seus recursos
  • Identifique os seus obstáculos
  • Defina sua estratégia
  • Desenvolva de 6 a 12 medidas importantes.

Ponto Básico
Imagine-se como estrategista, para obter o rendimento máximo sobre um investimento mínimo.

Desenvolvendo o seu cronograma

Conceito
Demonstra atividades/realizações individuais que serão iniciadas, completadas ou ambas.

Motivo do Cronograma
Tudo tem um tempo certo.

Sintomas de um cronograma medíocre
Quando se pode ver as árvores com mais clareza do que a floresta.

Tipos de cronograma

  • Calendário; PERT-CPM
  • Como fazer o cronograma
  • Calcule o tempo necessário para cada medida importante
  • Dê tempo para lidar com responsabilidades rotineiras;
  • Leve em conta os imprevistos;
  • Determine prazos para iniciar ou completar cada medida importante.

Ponto Básico
Calcule o momento certo de cada atividade importante para obter a máxima aceitação dos que são por elas afetados.

Sétimo fragmento – Você estourando a sua ponte

Depois que você leu e digeriu alguns exemplos, cabe assumir um compromisso com você mesmo. Tenho a absoluta convicção de que você pode. Separe algumas horas, escolha o local mais atraente para você (em casa, no mato, na praia, em cima de uma pedra, em cima do telhado…) e desenvolva o seu plano de vida.

O modelo que se segue não é o único, mas serve de parâmetro e lembrança. Depois de fazê-lo, assimile-o pois onde você estiver ele será o seu guia para enfrentar os seus desafios e dar rumo a coisa mais fantástica deste universo…a vida.

  • Objetivo de Vida
  • Objetivo Pessoal
  • Objetivo Profissional
  • Objetivo Familiar
  • Objetivo Espiritual
  • Objetivo Comunitário
  • Objetivo Social
  • Objetivos Outros

Você pensa que acabou?

E as metas, estava esquecendo?

Vamos mensurar os objetivos?

Segue apenas um exemplo de roteiro. Seja criativo!

Objetivo: Profissional

Meta Prazos Ação
Mudar de cargo 31.12.05 Completar após-graduação
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  1. Verificar os cursos disponíveis no mercado
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Assumindo

De frente para o espelho, sendo corajoso, acreditando nos meus sonhos e perseguindo meus objetivos, declaro que além do direito, tenho o dever de realizar a minha visão, traduzida pelos objetivos pessoais, profissionais, espirituais, comunitários, sociais e outros, conforme planejado, acompanhando a aplicação dos recursos dimensionados, bem como respeitando os prazos descritos.